(Maputo) – Muitas das 1,429 famílias reassentadas para abrir caminho para as operações mineiras internacionais da Vale e da Rio Tinto na província de Tete, em Moçambique, têm enfrentado perturbações sérias no seu acesso à alimentação, à água e ao trabalho, disse a Human Rights Watch num relatório lançado hoje. A velocidade a que o governo Moçambicano tem vindo a aprovar licensas de mineração e a convidar biliões de dólares em investimentos ultrapassou a criação de salvaguardas adequadas para a proteção das populações directamente afectadas.
O relatório de 133 páginas, “‘O que é uma Casa sem Comida?’ O Boom da Mineração de Carvão e os Reassentamentos em Moçambique,” analisa como deficiências sérias na política do governo e na implementação das empresas mineiras desenraizaram comunidades agrícolas maioritariamente auto-suficientes e reassentaram-nas para terrenos áridos longe dos rios e dos mercados. Estas comunidades têm passado por períodos de insegurança alimentar, ou, quando disponível, pela dependência na ajuda alimentar a curto prazo financiada pela Vale e pela Rio Tinto.
Moçambique: Reassentamentos de Mineração Prejudicam a Alimentação, Água
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